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  • Foto do escritorGuilherme Cândido

"Aqueles Que Me Desejam a Morte" traz Angelina Jolie em história tensa

Those Who Wish Me Dead (no original) é uma daquelas obras que parecem saídas diretamente da década de 90, numa época onde a maior parte do orçamento era gasta com efeitos especiais e uma grande estrela, aqui representada por Angelina Jolie, que pouco tem a fazer com sua personagem a não ser demonstrar bravura enquanto esconde problemas de consciência pesada.


A produção escolhe as belas paisagens de Montana para ambientar sua história, um thriller clássico que tem o ofício de bombeiro florestal como pano de fundo. A trama é condensada ao mais simples possível, reservando estereótipos a personagens secundários e sendo certeira na escalação de papéis-chave, como no caso de Aidan Gillen (Maze Runner: A Cura Mortal), habituado a tipos vilanescos, na pele do principal antagonista.


Porém, ainda que a curta duração aliada à montagem calculadamente sintética proporcione uma sensação de constante movimento, a verdade é que, a partir do momento em que as peças são posicionadas no tabuleiro, o filme parece não ter muito a mostrar enquanto prepara o terreno para o desfecho, esse sim com algumas cartas na manga. Nada muito rebuscado, mas o bastante para tirar a história do marasmo.


Apesar de se concentrar na figura de Jolie e sua relação com o personagem mirim vivido por Finn Little (Amigos Para Sempre), é Jon Bernthal (o Justiceiro da série da Netflix) quem acaba roubando a cena e fica mais do que evidente que a relação de seu delegado com a esposa grávida (Medina Senghorne, da série Happy!) é o elemento mais interessante dentro dos pouco mais de 90 minutos de projeção, infelizmente deixados de lado (literalmente) em prol do morno plot principal.


Com Nicholas Hoult (O Banqueiro) desperdiçado como o parceiro do vilão principal, a produção parece ter todos os elementos para construir uma história de sucesso, mas permanece apegada a uma ideia que a impede de decolar. A falta de ambição é tanta, que nem as ótimas locações são aproveitadas pela fotografia burocrática.


Erros de visão à parte, o novo filme da HBO Max é mais um daqueles que se beneficiariam da telona, com suas sequências de incêndio abrilhantando cinemas ao redor do mundo. Por ora, é o que se tem disponível, numa sensação semelhante ao que próprio filme em si proporciona, que soa como uma produção de segundo escalão alçado a um falso status de grande lançamento em meio a esse estranho calendário cinematográfico vilipendiado pela pandemia.


NOTA 5,5


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