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  • Foto do escritorGuilherme Cândido

Quinto A Era do Gelo mantém franquia no fundo do poço

A Era do Gelo é um daqueles célebres casos de franquias que se estendem mais do que devem. Logo após dois bons filmes e um terceiro apenas razoável, a série sofreu uma dura queda no padrão de qualidade, talvez por consequência da saída do diretor brasileiro Carlos Saldanha. E quando pensávamos que Manny, Sid e Diego já haviam atingido o fundo do poço, a Blue Sky nos apresenta a A Era do Gelo: O Big Bang.


Contando com uma equipe criativa completamente diferente da trilogia original (mais uma evidência da natureza caça-níquel do projeto), o novo filme coloca o trio protagonista numa verdadeira sinuca de bico, pois além dos problemas conjugais que enfrentam (acredite se quiser) ainda precisam escapar de uma iminente catástrofe que promete extinguir toda a vida terrestre.


Mas é claro que o roteiro (escrito a seis mãos) encontra espaço para criar subtramas absolutamente desnecessárias envolvendo, por exemplo, um patético conflito entre Manny e Ellie (que logo é descartado, vale apontar), ou aquele que talvez seja o mais claro sinal de decadência da série: a relação entre Manny, seu sogro e sua filha, cujos irritantes clichês só servem para ilustrar a total falta de identificação dos realizadores com o material original.


Aliás, os roteiristas parecem não ter ideia de como usar o elemento mais marcante e amado da série, que é o desafortunado esquilo Scrat. O pobre coitado, além de protagonizar sequências lamentáveis, é subaproveitado, sendo simplesmente atirado em momentos aleatórios durante o filme e sumindo implacavelmente durante boa parte da projeção, evidenciando mais uma vez a incompetência da direção.


E por falar no diretor, Michael Thurmeier (também responsável pelo desastroso filme anterior) executa um trabalho puramente burocrático, transformando o filme numa experiência sem vida e arrastada.


E se o trabalho de Thurmeier passa longe do elogiável, a dublagem brasileira (com exceção das vozes do trio principal) enterra de vez qualquer chance de redenção para os personagens, chegando ao ápice do constrangimento ao obrigar um personagem a soltar um “tá tranquilo e favorável”.


Fechando o filme com um artificial número musical (sempre presente em animações de qualidade questionável), A Era do Gelo: O Big Bang é mais uma mancha na história dessa franquia que um dia já viveu dias de glória.


Observação: Há outra cena desnecessária após os créditos.


NOTA 1

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