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  • Foto do escritorGuilherme Cândido

"Destruição Final: O Último Refúgio" mantém o espectador tenso até o fim

Lembro de uma época onde os chamados "filmes-catástrofe", quando chegavam aos cinemas, eram encarados como verdadeiros eventos, mais ou menos como acontece hoje em dia com os filmes da Marvel. Claro, os efeitos visuais, além de muito mais caros, não eram tão avançados e contribuíam para uma expectativa ainda maior por parte daqueles sedentos por destruição. Obras como Independence Day, Impacto Profundo e O Dia Depois de Amanhã levavam milhões aos cinemas e faziam a alegria das locadoras alguns meses depois.


Assim, quando Destruição Final chegou ao streaming (visto que os cinemas também fazem parte de uma memória distante em virtude do Coronavírus), já não possuía a mesma aura de seus "irmãos". E mais do que um subgênero próprio, o filme faz parte também da obsessão de Gerard Butler (300), que segue perseguindo o sonho de estrelar um bom filme-catástrofe. E finalmente conseguiu.


Pois "Destruição Final: O Último Refúgio" (na sutil versão brasileira), pode carecer de novidade e apostar numa ideia menos megalomaníaca que o habitual, mas passa muito longe de ser uma bomba, merecendo elogios pela virtude já comprovada de Ric Roman Waugh ("O Acordo"), seu diretor, em construir um clima de tensão. Ele é especialmente eficaz ao esticar sequências para explorar o suspense, como no momento que acontece dentro de um carro ou toda a passagem envolvendo o personagem de Butler em busca de um determinado objeto.


O roteiro também não faz feio e permite que o espectador compreenda e se identifique com os dilemas enfrentados pela família protagonista, mantendo a trama sempre em movimento ainda que fazendo pequenas pausas para mostrar aquela relação tão tradicional em filmes desse tipo. O melodrama, embora presente, é salpicado entre momentos de pura tensão, servindo também como um ponto de alívio.


Driblando as limitações orçamentárias, os efeitos visuais, decentes na maior parte do tempo, são empregados com inteligência e jamais soam exagerados ou gratuitos. Aqui, a tensão é a grande força motriz, relegando a tal destruição do título ao papel de coadjuvante. Quando ela finalmente irrompe, aliás, o espectador é até surpreendido, com planos resultantes do jogo de cintura do departamento técnico.


Surpreendente em vários níveis se comparado ao filme-catástrofe anterior de seu astro (“Tempestade: Planeta em Fúria") e satisfatório para suas ambições, Greenland (no original) é um esforço honesto e que ganha contornos amargamente irônicos ao chegar ao grande público nesse momento em particular. Se não chega a ser atraente o bastante como seus colegas de subgênero, ao menos é suficientemente bom para abrilhantar uma sessão caseira.


E que Gerard Butler esteja finalmente saciado.


NOTA 6,5


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