

CRÍTICA | “A Voz de Hind Hajab”
*Crítica publicada durante o Festival do Rio 2025 Às vezes um filme é mais do que uma obra de Arte. Às vezes ele é uma obra necessária. Um testemunho, um manifesto ou até mesmo uma denúncia. The Voice of Hind Rajab , no original, é exatamente isso, um projeto essencialmente político adaptado para uma linguagem cinematográfica a fim de ter um alcance maior. A denúncia, no caso, é dos crimes hediondos cometidos pelo Estado de Israel contra a Palestina, utilizando força militar
Guilherme Cândido
há 2 horas2 min de leitura


CRÍTICA | "Hamnet - A Vida Antes de Hamlet"
*Crítica publicada durante o Festival do Rio 2025 É um pecado ver a talentosíssima Chloé Zhao desperdiçar seu tempo a frente de projetos dos quais sequer tem pleno controle criativo. Após levar o Oscar por Nomadland em 2020, na famigerada cerimônia impactada pela Pandemia, a chinesa foi cooptada pela Marvel para dirigir logo no ano seguinte o infame Eternos , aventura que, vamos admitir, até possuía potencial na teoria, mas se revelou um tremendo fracasso em vários sentidos,
Guilherme Cândido
16 de jan.3 min de leitura


CRÍTICA | “Transamazônia”
*Crítica publicada durante a cobertura do Festival do Rio 2025 Já passava das 22:00 quando o público finalmente pôde se acomodar na sala de projeção para assistir a Transamazônia , produção financiada por diversos país em prol de um único objetivo: denunciar os maus-tratos ao pulmão do mundo. A diretora-executiva do Festival, Ilda Santiago, subiu ao palco para explicar os critérios utilizados na escolha desse filme para compor a curadoria esse ano. O atraso de mais de meia ho
Guilherme Cândido
10 de jan.3 min de leitura


CRÍTICA | “Família de Aluguel”
*Crítica publicada como parte da cobertura do Festival do Rio 2025 Precisando de alguém para lhe encorajar durante uma apresentação importante? Ou quer ajudar um amigo enlutado a ter com quem conversar? Mais, precisa de alguém para se passar outra pessoa? Acredite se quiser, mas existe uma empresa capaz de suprir todas as demandas acima. Uma não, várias, pois no Japão esse tipo de serviço é extremamente popular desde o início da década de 90, como Werner Herzog mostrou em Uma
Guilherme Cândido
9 de jan.2 min de leitura


CRÍTICA | "Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria"
*Crítica publicada durante o Festival do Rio 2025 O Festival do Rio 2025 não tem sido muito amigável para com as mulheres que sonham com a maternidade. Após filmes como Me Ame Com Ternura , Morra, Amor , Hamnet e agora este Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria , é bem provável que as espectadoras pensem com mais cuidado antes de decidir ser mãe. O título já diz tudo, ilustrando a estafa mental e física da personagem de Rose Byrne, uma mulher que tem de se desdobrar em múltip
Guilherme Cândido
2 de jan.2 min de leitura


CRÍTICA | “Valor Sentimental”
*Crítica publicada durante a cobertura do Festival do Rio 2025 O Cinema de Joachim Trier é calcado nas fortes emoções, como fica claro na brilhante trilogia de Oslo, que começou com o ótimo Começar de Novo (2006), chegou ao ápice em Oslo, 31 de Agosto (2011) e culminou no excelente A Pior Pessoa do Mundo (2021). São produções intimistas que retratam sensações e sentimentos universais, evocando o calor humano das relações. Valor Sentimental não só endossa essa percepção, c
Guilherme Cândido
25 de dez. de 20253 min de leitura


CRÍTICA | "Avatar: Fogo e Cinzas"
Quando James Cameron finalmente levou o magnífico Avatar (2009) aos cinemas, o fez com o impacto visual que se espera do mestre por trás do clássico atemporal O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991). Pois o projeto dos sonhos do cineasta canadense envolvia não apenas humanos e uma realidade futurista, mas também um ecossistema criado a partir do zero. E Pandora, uma das catorze luas que orbitam o planeta Polifemo a 4,37 anos-luz da Terra e pulsa com fauna e fl
Guilherme Cândido
18 de dez. de 20256 min de leitura


CRÍTICA | "Sorry, Baby"
Sorry, Baby é um daqueles filmes feitos sob medida para serem vistos em festivais, quando entramos na sala de projeção sabendo praticamente nada do que veremos a seguir. Trata-se de uma situação única que somente este tipo de evento é capaz de proporcionar. E quando a escolha se mostra acertada, a experiência se assemelha a um nirvana cinéfilo. Foi o que senti assistindo a Close , A Chegada , Cafarnaum e Manchester à Beira-Mar , por exemplo (obrigado Festival do Rio!). Este
Guilherme Cândido
12 de dez. de 20253 min de leitura


CRÍTICA | "Memórias de um Verão"
Um drama familiar ambientado num complexo insular ao Norte da Europa traz fortes ecos da filmografia do demiurgo Ingmar Bergman. Mas esse singelo projeto dirigido por Charlie McDowell, filho dos astros Mary Steenburgen e Malcolm McDowell, não ambiciona muito mais do que servir de vitrine para a veterana Glenn Close nos lembrar porque é uma das melhores atrizes em atividade. Mas o que poderia ser apenas uma isca sedutora para os votantes do Oscar, acaba se transformando numa d
Guilherme Cândido
10 de dez. de 20252 min de leitura


CRÍTICA | "Foi Apenas Um Acidente"
Enquanto era perseguido, detido, preso, proibido de filmar e até de deixar o país-natal, o cineasta iraniano Jafar Panahi construiu uma carreira repleta de obras que refletiam suas atitudes não apenas como ativista, mas sobretudo como um cidadão inquieto perante as arbitrariedades do regime teocrático sob o qual vivia (hoje mora na França). Mas enquanto críticas, denúncias e exposições sempre fizeram parte de seu discurso, suas narrativas frequentemente chamavam atenção por b
Guilherme Cândido
5 de dez. de 20253 min de leitura


CRÍTICA | "Cyclone"
Uma escritora talentosa esbarra no patriarcado tentando encontrar espaço como artista. Se passa em 2019, mas o filme livremente inspirado na trajetória da dramaturga modernista Maria Lourdes de Castro (conhecida como “Miss Cyclone”) é ambientada em 1919, época em que, se uma mulher precisava da permissão do marido para viajar ao exterior, imagina receber créditos sem precisar utilizar um pseudônimo. Cyclone , que estranhamente passou em branco pelo Festival do Rio, é um filme
Guilherme Cândido
3 de dez. de 20253 min de leitura


CRÍTICA | "Bugonia"
Num momento em que a ansiedade e a depressão assolam uma sociedade cada vez mais dependente da tecnologia e coletivamente desconectada, o grego Yorgos Lanthimos prova ser o diretor ideal para comandar Bugonia , um filme sobre indivíduos psicologicamente frágeis ao ponto de serem seduzidos por teorias da conspiração. Como um artista cuja matéria-prima é a inquietação, não é mero acaso que suas obras provoquem uma sensação pungente de desconforto, algo que sua abordagem invaria
Guilherme Cândido
29 de nov. de 20253 min de leitura


CRÍTICA | "Truque de Mestre: O 3º Ato"
A franquia Truque de Mestre não é exatamente um arrasa-quarteirão, mas gerou filmes divertidos o bastante para serem lembrados com carinho pelo público. Talvez não ao ponto de justificar uma trilogia, mas cá estamos. Dez anos depois da última aventura, a trupe de mágicos conhecida como “Os Quatro Cavaleiros” faz um retorno pelo qual poucos pediram, mas imagino que ninguém se incomodaria de conferir. Que mal poderia fazer ver Jesse Eisenberg, Dave Franco, Woody Harrelson e Li
Guilherme Cândido
28 de nov. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | "O Sobrevivente"
Décadas antes de Jogos Vorazes ser adaptado ao Cinema, Hollywood já se certificava de ilustrar o potencial alienador da TV. Produções como Eles Vivem (1988) e o próprio O Sobrevivente (1987) chamavam atenção para esse dispositivo quando operado substancialmente com o intuito de fazer com que os cidadãos se revoltem contra si, enquanto os verdadeiros inimigos permanecem nas sombras. Este último, aliás, sendo uma adaptação literária, mais especificamente saída da pena de St
Guilherme Cândido
27 de nov. de 20254 min de leitura


CRÍTICA | "Quase Deserto"
*Filme visto durante o Festival do Rio 2025 Depois de Uma Batalha Após a Outra sacudir os cinemas mês passado, seria difícil para qualquer produção subsequente tratar do tema imigração. O discurso eloquente e contundente de Paul Thomas Anderson reverbera até agora e deve permanecer até o Oscar 2025, do qual não ficará de fora. É o que acontece a Quase Deserto , anos-luz atrás da obra protagonizada por Leonardo DiCaprio e que tropeça nas próprias pernas ao construir uma trama
Guilherme Cândido
26 de nov. de 20252 min de leitura


CRÍTICA | "Zootopia 2"
Mais de um bilhão de dólares em bilheteria, um Oscar de Melhor Animação e nove anos depois, Zootopia enfim ganha uma sequência e para honrar a tradição hollywoodiana, trata-se de uma produção que amplia tudo o que foi apresentado no anterior, para o bem e para o mal. Felizmente, os diretores Jared Bush e Byron Howard deixam a megalomania de lado e apostam, sim, na expansão do universo que eles mesmos criaram, mas mantendo a essência que arrebatou corações ao redor do mundo.
Guilherme Cândido
26 de nov. de 20253 min de leitura


CRÍTICA | "Morra, Amor"
*Crítica publicada durante o Festival do Rio 2025 Que Jennifer Lawrence nasceu para interpretar personagens mentalmente desajustadas, todos sabemos, principalmente depois de vê-la em O Lado Bom da Vida (2015), pelo qual merecidamente conquistou o Oscar de Melhor Atriz. Mas o que ela faz em Morra, Amor , provavelmente surpreenderá até aqueles que já esperam por loucuras. Sob a batuta de Lynne Ramsay, diretora do assombroso Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011), Lawrence inter
Guilherme Cândido
25 de nov. de 20252 min de leitura


CRÍTICA | “Sonhos de Trem”
*Filme visto durante o Festival do Rio 2025 Chegando direto de Sundance, Train Dreams , no original, é o novo filme que o diretor Clint Bentley escreveu ao lado de Greg Kwedar, mesma dupla do bom Sing Sing , indicado esse ano ao Oscar. Apesar de ter sido legendado como Sonhos de Trem (tal qual o material de origem), a produção é intitulada Nos Trilhos do Destino de acordo com o IMDb, então para cravar o correto é mais prudente aguardar o posicionamento da Netflix, plataforma
Guilherme Cândido
22 de nov. de 20253 min de leitura


CRÍTICA | "O Que a Natureza Te Conta"
*Crítica publicada durante o Festival do Rio 2025 Amenidades. Essa é a matéria-prima dos diálogos que movem não só a trama do novo longa-metragem de Hong Sang-soo, como também de sua vasta filmografia. Bebendo vorazmente do estilo da nouvelle vague , o sul-coreano se especializou na confecção de histórias que soam como meras conversas improvisadas entre seus (nem sempre profissionais) atores. E mesmo que ocasionalmente esses momentos sejam ensaiados, isso não mina a atmosfera
Guilherme Cândido
18 de nov. de 20252 min de leitura


CRÍTICA | "Homo Argentum"
*Crítica publicada durante o Festival do Rio 2025 Apesar de conquistar o posto de filme mais visto na Argentina desde a retomada pós-pandemia, com mais de 1,7 milhão de espectadores, Homo Argentum coleciona polêmicas desde seu lançamento, a começar pelos elogios feitos por Javier Milei, presidente argentino, que fez questão de utilizá-lo como exemplo em seu discurso contra a “ agenda hipócrita dos progressistas ” e classificando-o como um ataque à “ cultura woke ”. Ironicame
Guilherme Cândido
17 de nov. de 20252 min de leitura







