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  • Foto do escritorGuilherme Cândido

Vencedores do Oscar 2023 (Palpites)

Saudações, leitores!


A temporada de premiações está chegando ao fim e a essa altura várias associações, sindicatos e organizações já anunciaram seus filmes favoritos do ano. Falta, claro, a mais famosa de todas e que tradicionalmente encerra esse período: A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que no próximo domingo, 12 de Março, organizará a cerimônia de entrega do Oscar, o troféu mais cobiçado da Indústria do Cinema.


Como apontei no artigo em que anunciei meus palpites para os indicados, prever os queridinhos da Academia já foi uma tarefa mais difícil, já que os sindicatos (que correspondem à maioria do corpo de votantes do Oscar) passaram a ganhar mais visibilidade ao longo dos anos justamente por ‘anteciparem’ os vencedores do prêmio mais famoso do ano. Isso significa que quem leva o SAG (Sindicato dos Atores) tende a repetir a façanha no Oscar, afinal, trata-se da organização com mais membros votantes da Academia. O mesmo vale para o PGA (Sindicato dos Produtores), que tem um histórico positivo de acertos sobre o vencedor do Oscar de Melhor Filme, além disso, possui o mesmo método de votação da Academia.


Sem mais delongas, eis os meus palpites para os vencedores do Oscar 2023:


MELHOR FILME

"Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo"


Com a performance histórica no SAG (venceu três das quatro categorias de atuação e ainda levou o prêmio de Melhor Elenco, o principal da noite), encerrando um breve período de desconfiança após a vitória surpreendente de “Nada de Novo no Front” no BAFTA (o Oscar Britânico) - colocando-o definitivamente na disputa pelo Oscar - e uma onda favorável a “Top Gun: Maverick” (quem não ficou sabendo do papo entre Spielberg e Tom Cruise?) que se provou ilusória com a vitória de “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” no PGA, as chances desse cenário não se repetir no domingo são remotas.


“Everything Everywhere All at Once” (no original) estreou nos cinemas fazendo barulho entre os cinéfilos e foi capaz de derrubar concorrentes poderosos como Steven Spielberg e seu “Os Fabelmans” (que ganhou apenas o Globo de Ouro nessa temporada) e “Os Banshees de Inisherin”, sensação do Festival de Veneza e capitaneado por estrelas no elenco e na direção, durante a temporada de premiações. Chega com status de franco-favorito e sua derrota seria chocante.


A lista dos indicados é uma das melhores dos últimos anos portanto, independente do vencedor, o Oscar de Melhor Filme estará em boas mãos. Mas apesar de gostar muito de “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, acredito que o título de melhor filme de 2022 cairia melhor a “Close”, porém, como o filme belga acabou lembrado apenas na categoria Melhor Filme Internacional e “Os Fabelmans” (meu segundo favorito do último ano) perdeu fôlego, confesso que a vitória de “Top Gun: Maverick” seria uma zebra que me agradaria.


MELHOR DIREÇÃO

Dan Kwan e Daniel Scheinert por "Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo"


O prêmio do DGA (Sindicato dos Diretores) aponta para o favoritismo de Dan Kwan e Daniel Scheinert, dupla responsável “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” e que deve vencer aqui também. Além disso, com algumas exceções ao longo dos anos, os prêmios de Melhor Direção e Melhor Filme costumam ir para a mesma produção. Um dos mais poderosos, influentes e respeitados cineastas de todos os tempos (e duas vezes vencedor nessa categoria), Steven Spielberg é o único com chances, mesmo que remotíssimas, de contrariar esse prognóstico e proporcionar um momento de celebração de sua longeva e admirada carreira.


Spielberg está entre os meus diretores favoritos, mas meu voto iria para Todd Field e seu impressionante trabalho em “TÁR”.


MELHOR ATOR

Brendan Fraser por "A Baleia"


O favoritismo nessa categoria se alternou entre Colin Farrell, Austin Butler e Brendan Fraser ao longo da temporada. Farrell, premiado em Veneza, foi o primeiro a despontar como real concorrente ao prêmio, enquanto Butler chegou a levar o BAFTA, mas a vitória de Fraser no SAG, o coloca na frente nessa reta final. No entanto, sua vitória está longe de ser uma barbada. Pesam ao seu favor o fato de ser muito querido na Indústria e seu emocionante (e triunfal) retorno após um período afastado das telas após ser assediado numa edição do Globo de Ouro. Mas seu filme além de não estar indicado ao principal prêmio da noite, é controverso e dividiu público e crítica, sendo alvo de ataques contundentes vindos de todos os lados.


Os cinco atores mereceram estar nessa lista e a estatueta dourada estará em boas mãos no final da noite de domingo. Fraser deve levar e com méritos, mas a performance de Paul Mescal ("Aftersun") é a minha favorita entre os indicados.


MELHOR ATRIZ

Cate Blanchett por "TÁR"


Tinha tudo para ser uma das mais previsíveis da noite, graças ao retrospecto de Cate Blanchett ao longo da temporada de premiações. No entanto, a vitória de Michelle Yeoh no SAG embolou a disputa, que poderá ser influenciada pelo impacto de “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” entre os votantes. Yeoh tem uma carreira admirável e conta com a simpatia do público e o respeito da Indústria, além de protagonizar o filme que tende a ser o maior premiado da noite. Isso já seria o bastante para posicioná-la na dianteira da corrida ao Oscar de Melhor Atriz, mas a atuação absolutamente arrebatadora de Blanchett e todos os prêmios que conquistou por “TÁR” até o momento definitivamente não a tiram do páreo.


Apesar do favoritismo recém-adquirido por Michelle Yeoh, a aposta mais segura, penso que a trajetória de “TÁR” nos prêmios precursores e o nível impressionante de sua performance, talvez a melhor dentro de uma carreira repleta de papéis memoráveis, levarão Cate Blanchett a conquistar seu terceiro Oscar, igualando o feito de Meryl Streep e ficando atrás apenas de Katherine Hepburn, que recebeu quatro estatuetas. Seria também o meu voto.


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Jamie Lee Curtis por "Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo"


Por mais que eu goste de Angela Bassett, uma atriz versátil que construiu uma carreira repleta de personagens fortes, preciso confessar que não entendi sua indicação ao Oscar por "Pantera Negra – Wakanda Para Sempre", filme no qual interpreta a típica mulher de atitudes firmes e ocupando posição de poder que vem se especializando nos últimos anos (como em "Missão: Impossível – Efeito Fallout" e "Invasão a Londres", por exemplo). Ela de fato possui um papel de extrema importância, principalmente por carregar o peso extra do legado de Chadwick Boseman/Pantera Negra, mas seu arco dramático, cujo desenvolvimento é prejudicado por um final aquém de seu talento. Num rápido exercício de memória, é possível listar ao menos quatro performances superiores: Dolly De Leon (“Triângulo da Tristeza”), Janelle Monaé (“Glass Onion: Um Mistério Knives Out”), Jessie Buckley e Claire Foy (ambas de “Entre Mulheres”).


Por outro lado, Bassett já não possui a mesma aura de favoritismo que ostentou no início de sua campanha, quando foi premiada no Globo de Ouro e no Critics Choice Awards, pois perdeu o SAG para Jamie Lee Curtis, que sai de azarona a favorita impulsionada pela onda de “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”. Extremamente querida na indústria, Curtis está sendo indicada pela primeira vez, assim como sua colega de elenco Stephanie Hsu e Hong Chau, soberba em “A Baleia”. Como não conquistaram prêmios robustos durante a temporada, chegarão ao domingo com chances ainda menores que as de Kerry Condon, cujo BAFTA a permite correr por fora.


Hong Chau seria minha escolha, mas a disputa está claramente entre Bassett e Curtis, com ligeira vantagem (e minha simpatia) para a atriz de “Halloween”, “True Lies”, “Sexta-Feira Muito Louca” e “Entre Facas e Segredos”.


MELHOR ATOR COADJUVANTE

Ke Huy Quan por "Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo"


A vitória de Barry Keoghan no BAFTA não deve impedir Ke Huy Quan de conquistar o Oscar pela primeira vez. Sejamos honestos, a Academia Britânica de Artes do Cinema e da Televisão costuma ser facilmente seduzida pelas pratas da casa e Keoghan, inglês, reforça essa impressão. Não que sua atuação em “Os Banshees de Inisherin” esteja abaixo do nível esperado de uma premiação desse porte, mas Ke Huy Quan venceu praticamente todos os precursores e apresenta uma trajetória de renascimento como a de Brendan Fraser, embora por motivos distintos.


O ator vietnamita que ficou famoso na década de 80 por papéis mirins em produções de sucesso como "Indiana Jones e o Templo da Perdição" e "Os Goonies", passou anos longe das telonas por não receber papéis que considerasse relevantes, atribuindo sua ausência a produtores que não valorizavam atores orientais. Quase vinte anos depois, Quan retorna com tudo, oferecendo a melhor performance de sua carreira abraçando o desafio de encarnar personagens de estilos completamente diferentes.


Essa é mais uma categoria em que todos os indicados merecem a estatueta, com a vitória de Ke Huy Quan sendo uma das mais previsíveis da noite e nem eu seria capaz de resistir à tentação de premiá-lo.


MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

"Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo"


Se no início da temporada, o dramaturgo Martin McDonagh apresentava-se como o provável vencedor pelo roteiro da comédia de humor negro “Os Banshees de Inisherin”, Steven Spielberg tratou de desafiá-lo ao surgir com “Os Fabelmans”. Os dois acabaram ficando para trás quando “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” começou uma verdadeira supremacia, culminando no WGA (prêmio do Sindicato de Roteiristas) que o coloca como favorito ao Oscar.


Engenhoso ao promover discussões em diferentes camadas de uma estrutura complexa por natureza (trata de multiverso, afinal), o script de Daniel Kwan e Daniel Scheinert faz questionamentos profundos (filosoficamente, inclusive) enquanto disfarça seu conflito central de aventura exótica, debochando do conservadorismo ao mesmo tempo que bombardeia o espectador com referências que tornam “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” um filme moderno em vários sentidos e que merecerá o Oscar de Melhor Roteiro Original.


MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

"Entre Mulheres"


A indicação surpresa de “Top Gun: Maverick” coroa o trabalho narrativo magistral de sua equipe de roteiristas, que foi hábil em transmitir emoção e adrenalina em doses iguais, mas que dificilmente renderá uma estatueta. Esta deverá ficar com “Entre Mulheres”, celebrando um manifesto importante para a época que vivemos e brilhantemente concebido por Sarah Polley, ausente na categoria de Melhor Direção.


Enquanto “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” (repetindo a indicação do filme anterior, “Entre Facas e Segredos”) e “Living” cumprem tabela, é “Nada de Novo no Front” quem se apresenta como adversário mais perigoso na disputa contra “Entre Mulheres”, provável e merecido vencedor.


MELHOR FILME INTERNACIONAL

"Nada de Novo no Front"


No início do artigo, não escondi minha admiração por “Close”, representante da Bélgica nessa categoria, mas a forte campanha da Netflix por “Nada de Novo no Front” já rendeu resultados surpreendentes no BAFTA e uma impactante indicação ao principal prêmio da noite, o que dilui as chances dos demais concorrentes, incluindo o forte “Argentina, 1985”.


MELHOR DOCUMENTÁRIO

"Navalny"


Assim como em outras categorias, a de Documentário tem experimentado uma série de viradas à medida que os prêmios precursores foram distribuídos. “All That Breaths” foi o primeiro a liderar, mas perdeu espaço para “Fire of Love” e justamente quando tudo parecia definido, “Navalny” apareceu para tomar o favoritismo para si. A história do principal opositor de Putin que sobreviveu a uma tentativa de assassinato por envenenamento parece apropriada para o momento político atual e deve merecidamente levar a estatueta.


MELHOR ANIMAÇÃO

"Pinóquio por Guillermo Del Toro"


Aqui não há competição, Pinóquio de Guillermo Del Toro já ganhou praticamente todos os prêmios precursores e o anúncio do vencedor no domingo à noite será mera formalidade. E realmente não teria como o Oscar ir para outro filme, quebrando uma sequência de três vitórias seguidas da dupla Disney/Pixar, que venceu nove vezes nos últimos dez anos.


MELHOR MONTAGEM

"Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo"


Uma das categorias mais voláteis da temporada, já teve “Top Gun: Maverick” como favorito no início da temporada, mas viu o frenesi visual de “Elvis” chamar atenção e agora está com “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” na liderança. Tanto “Elvis”, como “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” apresentam montagens arrojadas, que trazem sentido e coesão a narrativas complexas, enquanto “Top Gun: Maverick” corre por fora capitaneado pelas espetaculares batalhas aéreas. Com exceção do dinamarquês Mikkel Nielsen (premiado em 2021 por “O Som do Silêncio”), é uma categoria repleta de primeiras indicações.


Se o Oscar acabar ficando com um dos três supracitados, estará em boas mãos, mas se eu realmente tivesse a dolorosa tarefa de escolher apenas um, ficaria com “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”.


MELHOR FOTOGRAFIA

"Nada de Novo no Front"


Um dos melhores diretores de fotografia em atividade, Roger Deakins só foi conquistar seu primeiro Oscar na 14ª Indicação (por "Blade Runner 2049" em 2018), repetindo o feito dois anos depois com "1917". "Império da Luz" apresenta mais um trabalho excepcional de Deakins e merece a indicação, mas o prêmio caminha para ser entregue a James Friend, favorito pela nova versão de “Nada de Novo no Front”. O filme de guerra alemão da Netflix foi o grande vencedor do BAFTA, com 7 prêmios (Incluindo Melhor Filme e Melhor Fotografia), sendo seguido, mas de longe, por "Elvis", com Mandy Walker sendo apenas a terceira mulher a disputar o Oscar de Melhor Fotografia (sempre vencido por homens). “Nada de Novo no Front” também teria o meu voto.


MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

"Babilônia"


Geralmente premia filmes de época ou de fantasia, com ambos representados esse ano. “Babilônia” é o franco favorito e confesso não ver muitas chances de ser derrotado, pois trata-se de um trabalho cuidadoso na recriação da Hollywood dos anos 20 e ambicioso ao trazer sequências grandiosas onde o trabalho da equipe de designers se destaca espetacularmente.


“Elvis” talvez seja o único filme com chances reais, ainda que remotas, de roubar a estatueta do filme de Damien Chazelle, que também teria meu voto.


MELHOR FIGURINO

"Elvis"


A mais disputada e embolada categoria da noite, com as cinco indicadas (sim, apenas mulheres) tendo chances reais de vitória. Enquanto Mary Zophres disputa o Oscar de Melhor Figurino pela quarta vez tendo jamais vencido, Catherine Martin chega à sua nona indicação já tendo conquistado quatro prêmios (todos por filmes com seu marido Baz Luhrmann, entre figurinista e diretora de arte). Já Ruth E. Carter, que em 2019 se tornou a primeira mulher negra a vencer nessa categoria, volta com a continuação do filme que lhe permitiu fazer história, mas "Pantera Negra: Wakanda Para Sempre" não conseguiu repetir o sucesso de seu antecessor e ficou de fora dos indicados a Melhor Filme, o que talvez pese negativamente para Carter.


Doze vezes indicada e vencedora em três oportunidades (a última sendo no ano passado), a britânica Jenny Beavan tem minha torcida, no entanto, pelos ótimos figurinos do simpático "Sra. Harris Vai a Paris", cuja história gira em torno da Alta Costura, vale ressaltar. Completando a lista, “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” surge surpreendentemente através de Shirley Kurata, em sua primeira indicação. Por ter vencido o BAFTA e o Sindicato de Figurinistas, eu apostaria em "Elvis".


MELHOR SOM

"Top Gun: Maverick"


Será que a Academia perderá uma das poucas oportunidades claras de premiar o filme que, nas palavras de Steven Spielberg, “salvou a Indústria”? “Top Gun: Maverick” possui as melhores sequências de ação do ano, fruto de um esmero técnico refletido em suas seis indicações ao Oscar. É uma aposta segura, claro, ainda mais se levarmos em consideração que venceu o prêmio do CAS (Cinema Audio Society), mas “Nada de Novo no Front” pode seguir a tradição de outros filmes de guerra premiados aqui, como “1917”, “Dunkirk”, “Até o Último Homem” e “Guerra ao Terror”. Elvis também corre por fora, mas concordarei com a Academia caso decida realmente premiar “Top Gun: Maverick”.


MELHOR TRILHA SONORA

"Nada de Novo no Front"


O lendário compositor John Williams (de trilhas inesquecíveis como as de “Indiana Jones”, “Tubarão”, “E.T.”, “Superman”, “Star Wars” e “Harry Potter”) conquistou sua 53ª indicação ao Oscar, mantendo o título de pessoa viva que mais vezes foi indicada ao Oscar (contando aqueles que já partiram, ele só perde para Walt Disney, com 59). Seu trabalho por “Os Fabelmans”, porém, embora brilhante como sempre, perdeu espaço junto com o filme na temporada de premiações e viu a disputa se afunilar em dois concorrentes de peso.


Um é Justin Hurwitz, cuja parceria com o cineasta Damien Chazelle já lhe rendeu um prêmio nessa categoria (por "La La Land – Cantando Estações") e outro na de Melhor Canção Original (“City of Stars”, também de "La La Land"). Além disso, o jazz dançante que Hurwitz compôs para “Babilônia” (minha trilha favorita, admito), já levou o Globo de Ouro. O outro é o alemão Volker Bertelmann, indicado por “Lion – Uma Jornada Para Casa” em 2017 e que venceu prêmios importantes por “Nada de Novo no Front” esse ano, posicionando-o como o provável vencedor da noite.


MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

"RRR"


Indicada pelo sexto ano consecutivo, o talento da musicista californiana Diane Warren é inquestionável, mas apesar de já ter sido lembrada 14 vezes pela Academia (a primeira em 1988 pelo tema de “Manequim”), jamais venceu (um recorde). Talvez como uma forma de se desculpar por esse constrangimento, a Academia lhe concedeu um Oscar honorário que será apresentado no domingo. Dito isso, é preciso reconhecer que dificilmente Warren quebrará sua sequência negativa no próximo domingo, quando enfrentará alguns nomes de peso da Música contemporânea, como Rihanna (retornando após um breve hiato) e Lady Gaga (vencedora em 2019 por “Nasce Uma Estrela”).


A favorita ao prêmio da categoria, no entanto, é “Naatu Naatu” do inesperado sucesso indiano “RRR” da Netflix. Com um ritmo envolvente e uma letra que faz referência a rusgas coloniais entre Índia e Reino Unido, também traz uma performance vibrante que deverá ser apresentada no palco da premiação domingo à noite. A emotiva “Lift me Up”, que Rihanna canta em “Pantera Negra – Wakanda Para Sempre” não está muito atrás, mas minha torcida, todavia, vai para “Hold My Hand”, faixa de “Top Gun: Maverick” composta e cantada por Lady Gaga, que corre por fora.


MELHOR MAQUIAGEM

"A Baleia"


Curiosamente, a disputa pelo Oscar de Melhor Ator se repete aqui, com “A Baleia” e “Elvis” despontando como favoritos. Essa combinação, aliás, está longe de ser uma novidade, pois “O Destino de Uma Nação” teve a performance de Gary Oldman premiada assim como o engenhoso trabalho de maquiagem que lhe auxiliou na transformação em Winston Churchill, feito repetido com Meryl Streep em “A Dama de Ferro” e, mais recentemente, Jessica Chastain por “Os Olhos de Tammy Faye” no ano passado. Será que em 2023 os Oscars de Melhor Maquiagem e Melhor Ator irão novamente para o mesmo filme? Eu apostaria que sim, com “A Baleia” merecidamente sendo essa produção.


MELHORES EFEITOS VISUAIS

"Avatar - O Caminho da Água"


Se um filme de James Cameron está entre os indicados, não há muito o que discutir. Tecnicamente impecável e visualmente belíssimo, como não premiar os esforços hercúleos da produção que levou quase quinze anos para concluir a meticulosa tarefa de dar vida (mais uma vez) a Pandora, revolucionando a forma de captar imagens subaquáticas? Assim como o primeiro filme em 2009, “Avatar: O Caminho da Água” surge como o voto obrigatório nessa categoria e qualquer outro resultado será mais do que chocante: um escândalo.




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