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  • Foto do escritorGuilherme Cândido

Festival do Rio 2017 | Dia 5

Atualizado: 28 de jul. de 2022

Seguindo a maratona cinéfila do Festival do Rio 2017, confira as críticas para os filmes deste quinto dia da edição.



The Florida Project (Estados Unidos)


Depois de Dunkirk, Me Chame Pelo Seu Nome e A Forma da Água, eis que surge mais um filme que causará espanto caso não seja indicado ao Oscar.


Contando uma história repleta de humanidade pela perspectiva de uma criança, Sean Baker (Tangerine) entra de vez no radar dos possíveis indicados.


Também, pudera, com performances magnéticas, principalmente de Willem Dafoe e Brooklyn K. Prince, The Florida Project é um filme ao mesmo tempo melancólico e divertido, provocando dor e amargura com a mesma intensidade com que evoca alegria e compaixão.


Desde já, uma das obras mais sinceras do ano.


NOTA 8,5



Brigsby Bear (Estados Unidos)


É de uma natureza tão inocente e genuinamente bondosa, que fica extremamente difícil não se envolver ou simplesmente não simpatizar com seu protagonista.


Com uma história semelhante à de O Quarto de Jack, Brigsby Bear demonstra o poder da criatividade da forma mais bela possível e numa jornada de afeto que também é muito divertida e inspiradora.


Admirável por utilizar a estranheza não com o objetivo de ridicularizar seu protagonista, mas sim de humanizá-lo, o roteiro também encontra boas soluções cômicas, arrumando espaço até mesmo para boas referências a obras consagradas da cultura popular.


Que essa pérola consiga chegar ao circuito.


NOTA 8



O Nome da Morte (Brasil)


Com performances boas o bastante para diluir seus problemas, O Nome da Morte é um filme que tem dificuldades para driblar os clichês e as convenções.


E mesmo que consiga na maior parte do tempo, esbarra numa maquiagem desleixada e que gera conflitos de continuidade, tropeçando ainda nos estereótipos, salvando-se graças a uma performance vacilante, mas promissora de Marco Pigossi e uma fotografia lindamente pictórica.


Contando também com uma direção estilizada, cuja câmera na mão e ambientação urbana lembram a estética de Paul Greengrass (trilogia Bourne, Zona Verde) trata-se de mais uma obra que merece um lugar nos cinemas.


NOTA 7,5



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