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CRÍTICA | "A Morte de Robin Hood"
Durante a ausência de Ricardo Coração de Leão, que partiu para lutar na Terceira Cruzada (1189-1192), um carismático fora-da-lei chamado Robin Hood se destacou por seus feitos nobres, desafiando um sistema corrupto e tirânico. Ao lado de companheiros célebres como João Pequeno e Frei Tuck, Robin realizava pequenos assaltos e saques, sempre seguindo a ideologia de roubar dos ricos para dar aos pobres. Escondido na floresta de Sherwood, onde cantava e dançava com os fracos e op
há 5 minutos4 min de leitura


CRÍTICA | "O Fim da Rua"
Ao longo de dezesseis anos de carreira, David Robert Mitchell lançou apenas três filmes, entretanto, todos seguindo um conjunto de elementos temáticos, narrativos e visuais. O fato de ter crescido em Michigan, por exemplo, influenciou sua filmografia ao ponto de todas as suas obras se passarem naqueles típicos subúrbios estadunidenses, geralmente o símbolo do sonho americano. Por outro lado, essa ambientação funciona como uma espécie de “geografia emocional”, uma forma encont
há 1 dia4 min de leitura


CRÍTICA | "Homem-Aranha: Um Novo Dia"
Mais de um quarto de século se passou desde que o Homem-Aranha estreou no Cinema e muita coisa aconteceu nesse período. Claro, muitos vão se lembrar imediatamente dos diferentes atores que vestiram o manto do sexagenário personagem, mas quando ampliamos o escopo, vemos uma franquia que passou pelas mãos de diferentes empresas. A Columbia foi quem venceu a batalha pelos direitos de adaptação das histórias em quadrinhos lá pelos idos de 1999, quando a Marvel travava sua própria
29 de jul.6 min de leitura


CRÍTICA | "Águas Mortais"
Depois de ajudar Tom Hanks a realizar uma amerissagem no bom Sully: O Herói do Rio Hudson (2016), Aaron Eckhart (o Harvey Dent de Batman: O Cavaleiro das Trevas) volta a interpretar um copiloto obrigado a salvar passageiros no meio da água. O que ele não contava é que dessa vez teria de superar também tubarões-tigre famintos. Outro retorno inesperado, mas aos famigerados filmes de tubarão, é o do veterano Renny Harlin, vinte e sete anos após ter dirigido uma das produções mai
24 de jul.3 min de leitura


CRÍTICA | "Futuro Futuro"
Há uma certa tradição no Cinema de gênero em utilizar estilos e convenções como matéria-prima de uma alegoria maior, a base de um discurso a ser apresentado. No caso da ficção científica, especialmente esta dirigida pelo gaúcho Davi Pretto é menos complicado tecer reflexões sobre o abismo que costuma separar ricos e pobres. Na distopia imaginada por Pretto, uma cidade é dividida em duas áreas isoladas, uma povoada por pessoas que não precisam trabalhar porque já possuem dinhe
22 de jul.3 min de leitura


CRÍTICA | "A Odisseia
Depois de Oppenheimer, Christopher Nolan ganhou carta branca da Universal para tirar do papel o projeto que quisesse, uma atitude respaldada não só pelos sete Oscars que conquistou (incluindo os de Direção e Filme), mas também pela bilheteria quase bilionária arrecadada por um estudo de personagem com quase três horas de duração e rodado parcialmente em preto e branco. Uma proeza ainda mais impressionante quando lembramos que não se tratava de uma franquia e nem havia um supe
16 de jul.5 min de leitura


CRÍTICA | "Herança de Narcisa"
Uma mulher sozinha numa mansão envelhecida onde eventos estranhos acontecem. É um tropo clássico de filme de terror, mas que não é fortemente abraçado por Clarissa Appelt e Daniel Dias, parceiros de roteiro e direção deste Herança de Narcisa, longa-metragem que passou pelo Festival do Rio 2025 e chega aos cinemas impulsionado por uma força motriz chamada Paolla Oliveira. Ela interpreta Ana, que resolve passar uns dias na antiga casa de infância para fazer uma limpeza comple
8 de jul.2 min de leitura


CRÍTICA | "O Convite"
Muitos conheceram Olivia Wilde como a Thirteen da série médica House (2004-2012), a mais vista do planeta por duas temporadas consecutivas. Outros tantos acompanharam sua ascensão frustrada ao Cinema, quando embarcou numa sequência de fracassos que inclui Cowboys e Aliens, Eu Queria Ter a Sua Vida e O Preço do Amanhã. O fato de os três estrearem em sequência no ano de 2011 foi a cereja mórbida do bolo azarado preparado pela atriz novaiorquina. Felizmente, esse período prolífi
7 de jul.5 min de leitura


CRÍTICA | "Franz"
*Crítica publicada durante a cobertura do Festival do Rio 2025 Como muitos pensadores brilhantes, Kafka só alcançou relevância mundial após a morte, parte inexpugnável da vida que tradicionalmente desperta a curiosidade do público sobre a obra do falecido, especialmente se este foi um artista. E como um artista, das palavras e do pensamento, o tcheco não poderia ser menos exótico e antissocial, características que distanciavam potenciais admiradores, mas que servem como atrib
1 de jul.2 min de leitura


CRÍTICA | "Supergirl"
Quando James Gunn foi contratado para chefiar o novo DC Studios, muito se comentou sobre o tom dos vindouros projetos, uma vez que a editora ficou marcada pelas adaptações sombrias e realistas. No entanto, Superman, o primeiro dessa leva planejada (e comandado pelo próprio chefão), trouxe um equilíbrio perfeito enquanto realinhava o personagem às suas origens. Paradoxalmente, foi justamente num filme sem a direção de Gunn que o recém-criado estúdio acabou concretizando os pes
24 de jun.3 min de leitura


CRÍTICA | "Toy Story 5"
Quando Toy Story 3 foi lançado, muitos encararam como o fim perfeito para a saga iniciada em 1995, uma sensação validada por ninguém menos que o falastrão cineasta Quentin Tarantino. “Eu não tenho nenhum desejo de assisti-lo. Você literalmente terminou a sua história da forma mais perfeita imaginável, então não, não quero. Não me importa se o filme é bom. Para mim, acabou”, ele disse durante a repercussão do filme anterior. Sim, nem tudo que ele tem falado merece consideração
16 de jun.4 min de leitura


CRÍTICA | "Eu & Você Na Toscana"
Como alguém nascido no início da década de 90, acho particularmente curioso o fato de muitas pessoas hoje em dia olharem para o passado com certa nostalgia, como se um desejo utópico de voltar no tempo fosse mais atraente do que um futuro hipotético, que costumava gerar expectativa e empolgação em meus pares noventistas. Hollywood, claro, não é boba e a onda nostálgica que vem dominando a Indústria com sequências tardias e revivals atinge também as comédias românticas, como c
12 de jun.4 min de leitura


CRÍTICA | "Dia D"
Reduzir a obra de um cineasta com mais de cinco décadas de experiência a um único tema pode parecer leviano, no entanto, analisar a carreira de Steven Spielberg sem mencionar uma certa obsessão por seres extraterrestres é quase inconcebível. O mestre responsável pela criação do blockbuster moderno e autor de alguns dos clássicos mais admiráveis do Cinema, pode ter se mostrado pessimista ao refazer Guerra dos Mundos (2005), mas o otimismo cândido tão caro à sua filmografia já
10 de jun.4 min de leitura


CRÍTICA | "Mestres do Universo"
A estética sombria e realista está morta há bastante tempo. Transformada em modelo de sucesso após a masterclass dada pelos irmãos Nolan no já clássico Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008), essa onda durou pouco apesar de ter influenciado uma parcela considerável de franquias pelo caminho (de Superman a Homem-Aranha, passando até por Power Rangers). Aos poucos, o oposto começou a tomar conta da Indústria, já saturada, e um dos grandes responsáveis por essa mudança tonal foi
4 de jun.2 min de leitura


CRÍTICA | "Alpha"
*Crítica publicada durante o Festival do Rio 2025 Depois de chocar o mundo do Cinema ao se tornar a segunda mulher a levar a Palma de Ouro, Julia Ducournau, claro, recebe todos os holofotes possíveis no lançamento de seu filme seguinte, este Alpha, com o qual competiu pelo bicampeonato em Cannes. Além do triste componente machista, sua vitória ainda contou com o bônus pelo tipo de filme que dirigiu, o singular Titane (2021). Trabalhando uma rica sucessão de alegorias surreais
3 de jun.2 min de leitura
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