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CRÍTICA | "Hey Joe"
A densa história de um veterano alcoólatra e depressivo da Segunda Guerra que subitamente descobre ter deixado um filho para trás enquanto esteve no fronte em Nápoles, oferece imagens deslumbrantes da costa sul da Itália e de quebra traz a fascinante relação entre dois homens de personalidades opostas tentando recomeçar. Mesmo assim, o maior atrativo de Hey Joe está fora da tela, pois trata-se do retorno do ator James Franco ao Cinema. Para quem não se lembra, o astro de Hol
há 6 horas3 min de leitura


CRÍTICA | "Pânico 7"
Nenhuma franquia chega ao sétimo capítulo sem passar por alguma reinvenção. Famosa por brincar com clichês e convenções do horror em slashers autoconscientes, Pânico passou por diversas mudanças ao longo dos anos. Primeiro perdeu Kevin Williamson, criador do conceito e roteirista dos dois primeiros filmes. Depois, o falecimento do diretor Wes Craven após o (ótimo) quarto filme forçou mudanças mais drásticas: A dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (do criativo Casamen
há 1 dia4 min de leitura


CRÍTICA | "A Noiva!"
É impossível assistir a este A Noiva! sem lembrar do controverso Coringa: Delírio a Dois . E mais, o segundo trabalho da atriz Maggie Gyllenhaal como cineasta soa como a materialização dos sonhos molhados de Todd Phillips, inacreditavelmente responsável pelos dois filmes do vilão interpretado por Joaquin Phoenix. Mais preocupado em contrariar a ala xiita dos fãs de sua primeira adaptação dos quadrinhos da DC, o realizador manchou o legado de sua bilionária e premiada franqui
há 1 dia3 min de leitura


CRÍTICA | "Mother's Baby"
Tem sido uma temporada desafiadora para aqueles que embarcam no sofisma de que a maternidade é uma etapa obrigatória na vida de toda mulher. Não chega a ser surpreendente ainda termos de debater esse tema em pleno século XXI, levando em consideração o estágio anacrônico de nossa sociedade, imersa num lamaçal retrógrado fortalecido pela onda conservadora que vem tomando conta do planeta. Felizmente, ainda há artistas dispostos a questionar o status quo , como fez Mary Bronstei
há 4 dias3 min de leitura


CRÍTICA | "Sirāt"
Quando vemos um senhor acompanhado do filho caçula distribuindo panfletos durante uma rave no meio de um cenário desértico, mal conseguimos imaginar o que está por vir, muito menos Luis, Esteban e a simpática cadelinha Pipa. É o local menos provável para encontrarmos um pai de família na casa dos cinquenta anos junto de uma criança, afinal. O lugar inóspito é ocupado por uma multidão em transe, portando-se como uma horda de mortos-vivos reagindo às batidas eletrônicas por me
27 de fev.3 min de leitura


CRÍTICA | "Enzo"
Curioso ter assistido a Enzo pouco tempo depois de A Praga . Ambos retratam as angústias durante a adolescência, com recortes sobre pertencimento e autodescoberta. Enquanto o segundo adota uma abordagem de terror, dando vazão aos sentimentos extremados inerentes à idade, o primeiro opta por caminhos mais convencionais, embora não menos potentes. O núcleo, no entanto, é o mesmo, partindo de questões universais. A produção foi idealizada por Laureant Cantet, do excelente Entre
24 de fev.3 min de leitura


CRÍTICA | "Depois do Fogo"
*Crítica publicada durante o Festival do Rio 2025 Josh O’Connor está em grande fase. Após despontar em O Reino de Deus (2017), o ator britânico vem aparecendo em filmes de destaque, como La Chimera (2023), Lee (2023) e o extraordinário Rivais (2024). Não por acaso, tem se tornado requisitado em Hollywood. Tanto que só esse ano está listado em quatro produções (Pedro Pascal que se cuide). Um dos dois filmes estrelados por ele a desembarcar no Festival do Rio é este Reconst
23 de fev.3 min de leitura


CRÍTICA | "Para Sempre Medo"
Uma cabana no meio da floresta às vezes é tudo o que você precisa para fazer um bom filme de terror. Exemplos não faltam e Osgood Perkins parece ter feito bom proveito deles. Filho de Anthony Perkins, lendário vilão de Psicose (1960), o diretor vem se estabelecendo nos últimos anos como um dos expoentes do Terror Moderno. O filme que de fato catapultou a carreira do estadunidense, no entanto, mal completou dois anos. Em Longlegs , ele contou com um inspiradíssimo Nicolas Cag
22 de fev.3 min de leitura


CRÍTICA | "Isso Ainda Está de Pé?"
O manifesto de Anton Ego ao final de Ratatouille (2007) foi irrepreensível como reflexão sobre o papel da Crítica: “Ganhamos fama em críticas negativas que são divertidas de escrever e ler, mas a dura realidade que nós, críticos, devemos encarar é que, no quadro geral, a mais simples porcaria talvez seja mais significativa do que a nossa crítica.” Também foi emocionante vê-lo apontar a importância do crítico, especialmente ao defender novos talentos em tempos tristemente hos
21 de fev.4 min de leitura


CRÍTICA | "O Frio da Morte"
Aos sessenta e seis anos de idade, trinta e sete deles dedicados ao Cinema, Emma Thompson poderia estar curtindo a aposentadoria ao lado dos netos ou simplesmente usando o tempo livre para lustrar os dois Oscars que ganhou (um de Melhor Atriz por Retorno a Howards End , outro pelo roteiro de Razão e Sensibilidade ), mas prefere continuar nos oferecendo o privilégio de vê-la em cena. O Frio da Morte , no entanto, não faz jus ao talento incontestável da britânica. Isso porque
20 de fev.3 min de leitura


CRÍTICA | "O Morro dos Ventos Uivantes" (2026)
Entre aqueles que leram a obra original da escritora britânica Emily Brontë (1818-1848), há aqueles mais puristas, ávidos por adaptações ipsis litteris, mas também existe o leitor aberto à possibilidade de uma reinterpretação. Particularmente, me identifico mais com esse segundo nicho, pois não me importo de ver a releitura de algo já estabelecido. Aliás, eu mesmo, durante a faculdade, roteirizei um remake "alternativo" de O Morro dos Ventos Uivantes . Os clássicos já estã
11 de fev.3 min de leitura


CRÍTICA | "Yes"
*Crítica publicada durante o Festival do Rio 2025 Quando pensamos na situação do Oriente Médio como material para uma produção cinematográfica, especialmente os massacres em Gaza perpetrados pelo Estado de Israel, uns imaginarão um documentário-denúncia, outros um drama pungente, mas todos terão em mente um projeto que trata com seriedade absoluta os acontecimentos desencadeados em 7 de outubro. Isso significa que Yes passa muito longe de se encaixar no que entenderíamos ser
10 de fev.2 min de leitura


CRÍTICA | "Dois Procuradores"
*Crítica publicada originalmente como parte da cobertura do Festival do Rio 2025 Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes desse ano, Dois Procuradores é um filme de ficção que traz a marca registrada de um cineasta que também se consagrou como documentarista. Mesmo quando provoca terror ou incredulidade, a produção jamais perde de vista o realismo cru e cruel idealizado por Sergey Loznitsa, nascido onde hoje é a Bielorrússia. Adaptada pelo próprio Loznitsa a partir das
5 de fev.2 min de leitura


CRÍTICA | "Destruição Final 2"
Esses dias estava conversando com amigos e comentei que iria à cabine de Destruição Final 2 , ao que imediatamente ouvi: “você gosta mesmo desses filmes de brucutu com o Gerard Butler!”. Se por um lado essa conjectura me divertiu, pois apesar das aparências o original passa longe de ser um “filme de brucutu”, por outro, me impôs uma inesperada reflexão. Afinal, escrevi sobre nada menos do que seis filmes estrelados por Butler. E esse número está aumentando nesse exato momento
4 de fev.4 min de leitura


CRÍTICA | “A Voz de Hind Hajab”
*Crítica publicada durante o Festival do Rio 2025 Às vezes um filme é mais do que uma obra de Arte. Às vezes ele é uma obra necessária. Um testemunho, um manifesto ou até mesmo uma denúncia. The Voice of Hind Rajab , no original, é exatamente isso, um projeto essencialmente político adaptado para uma linguagem cinematográfica a fim de ter um alcance maior. A denúncia, no caso, é dos crimes hediondos cometidos pelo Estado de Israel contra a Palestina, utilizando força militar
29 de jan.2 min de leitura
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